sábado, 30 de julho de 2011

Não vou parar de te olhar ♪


Aprendi que os filmes não são melhores ou piores, são apenas diferentes da vida real. Não temos roteiro pré escrito, não temos figurino, personagens e após uma frase dita de forma errada não podemos dizer corta. Após o fim de cada capítulo as cortinas não se fecham. O final de uma história é apenas o começo de outra. Não temos luzes, holofotes ou plateia, nós temos que aplaudir nosso próprio show. Não temos script, as cenas não são filmadas. Aprendi que é de improvisos que vivemos e que cada fim é um começo. Cada momento é único e insubstituível. Cada passo ou fala pode mudar minha sinopse. Não temos apenas um final, temos vários. Piores ou melhores que os anteriores, só depende de mim.

Mariana Tarifa *-*

Por: CaahCorreia ;$

Eu quero você aqui comigo ♪


"Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo.Ouvindo-te dizer: Eu te amo,creio, no momento, que sou amado.No momento anterior e no seguinte,como sabê-lo?Quero que me repitas até a exaustão que me amas que me amas que me amas.Do contrário evapora-se a amação pois ao não dizer: Eu te amo,desmentes apagas teu amor por mim.Exijo de ti o perene comunicado.Não exijo senão isto,isto sempre, isto cada vez mais.Quero ser amado por e em tua palavra nem sei de outra maneira a não ser estade reconhecer o dom amoroso,a perfeita maneira de saber-se amado:amor na raiz da palavra e na sua emissão,amor saltando da língua nacional,amor feito som vibração espacial.No momento em que não me dizes:Eu te amo,inexoravelmente sei que deixaste de amar-me,que nunca me amastes antes.Se não me disseres urgente repetido Eu te amo amo amo amo amo,verdade fulminante que acabas de desentranhar,eu me precipito no caos,essa coleção de objetos de não-amor."

Carlos Drummond de Andrade *-*

Por: CaahCorreia ;$

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Olho Grego *-*


Acredita-se que este olho protege contra energia negativa e traz sorte. “O objeto é usado em rituais islâmicos e é curiosa a sua adoção por povos cristãos, como a Grécia e a Armênia”, esclarece Safa Jubran, professora de língua e literatura árabe da Universidade de São Paulo (USP). “Ele é encontrado em todos os países árabes, Armênia, Grécia e Irã”. É muito comum ver olhos gregos ou turcos pendurados em portas, carros ou na forma de pingentes, anéis e chaveiros. Em turco, o olho é chamado de Nazar Bancugu. Bancugu quer dizer “conta”, de rosário. A palavra Nazar, da língua árabe e emprestada pela Turquia, significa olhar, visão.Acredita-se que quando existe algum mau olhado, o olho absorve a energia e se quebra, protegendo a pessoa da negatividade. A forma mais comum do amuleto é o olho de vidro azul. Acredita-se que o mau olhado tem a cor azul, portanto o olho de vidro da mesma cor seria o mais eficaz em desviá-lo. Uma das teorias para a adoção do azul é o fato de se tratar de uma cor rara na população local, que tem, em sua maioria, olhos castanhos ou cor-de-mel. Também conhecido como o Olho que Tudo Vê, o olho turco – um único olho humano cercado por feixes de luz – é símbolo do poder observador e protetor de um Ser Supremo. Ele aparece no Grande Selo dos EUA e até em alguns símbolos da Maçonaria, onde representa o Grande Arquiteto do Universo. Função semelhante de proteção foi dada ao Olho de Horus, no Antigo Egito, e ao Terceiro Olho do Buda, na Índia. A fusão de culturas também chegou na elaboração dos amuletos. Como a região que engloba a Turquia coincide com áreas da Europa e do norte da África, onde a ferradura é usada como amuleto de proteção, na Turquia é possível encontrar uma combinação das duas. Ferraduras cobertas por pequenos olhos são as mais comuns.

Por:CaahCorreia ;$

Confiança- O ouro do silêncio!


A vida encarrega-se de nos tornar desconfiados. Mesmo os que não têm propensão para tal estado de espírito (como era o meu caso), com o passar dos anos e com as vicissitudes a que ficam sujeitos (as pequenas ou grandes facadas, os pequenos ou grandes golpes desferidos pelas costas, etc.) acabam por soçobrar àquilo que se torna uma simples evidência: confiar nos outros pode ser perigoso.Bem sei que não é possível viver sem um mínimo de confiança nas pessoas. Até quando vamos a um café e tomamos uma bebida temos de acreditar que o empregado nos não serve veneno. Mas essa é outra questão. Trata-se daquilo que poderíamos chamar o nível I da confiança; sem este nível, a vida tornar-se-ia insuportável. Vislumbraríamos perigo em tudo e em todos, motivo pelo qual não seríamos capazes de agir. Reduzidos a observadores perigosos (sim, nós seríamos perigosos) do desenrolar da vida, ninguém teria a paciência necessária para nos suportar. Nesta falta de confiança básica se baseia a chamada teoria da conspiração que consiste em acreditar que uma desgraça se vai abater sobre nós, apesar de não haver qualquer indício sério de que tal possa vir a suceder.Mas a confiança a que me referia é a que corresponde ao nível II. Trata-se de acreditar que as pessoas são justas e honestas, que nada fazem para nos prejudicar, que podemos ser francos e abertos com elas, mesmo que as não conheçamos bem, que não devemos negar-lhes ajuda quando para tal nos solicitam, etc. É certo que ainda penso ser possível actuar com base neste nível de confiança. Mas já não creio que o universo de pessoas em quem podemos confiar seja tão alargado como acreditava há poucos anos atrás. A vida encarregou-se de me roubar aquela candura que vê luz mesmo no meio da escuridão. E quando não aprendemos através de coisa miúda, acabamos por aprender à custa de uma carga bem pesada!Apesar de tudo isto, vale a pena abandonar-nos aos outros de forma confiada; a questão está em saber escolhê-los. Antes, bastava que fossem pessoas ― isso para mim era já o bastante ―, hoje é preciso que me provem que o são inteiramente.


Por: CaahCorreia ;$